domingo, 5 de junho de 2011

Constrastes

O mundo do qual fazemos parte, nós seres humanos, se equilibra, buscando o centro entre duas polaridades que se distanciam em pontos extremos por suas características contrastantes.
 São muitos os contrastes com os quais convivemos: quente e frio, perto e longe, claro e escuro, fraco e forte, alto e baixo, pequeno e grande, interno e externo, masculino e feminino.
Ambos são necessários para a manutenção da espécie humana, porém o equilíbrio só se concretiza no ato do encontro exatamente no ponto central, onde ambos conseguem integrar as duas faces de uma só realidade. É quando se edifica e se completa um objeto.
Especialmente, tratando-se de um homem ou de uma mulher, talvez os maiores contrastes, estejam enraizados em sua própria constituição: corpo e alma. Enquanto um busca o externo, o movimento do corpo a relação com os objetos, a sobrevivência da carne, a outra parte busca o conhecimento de si mesmo, a vida psíquica as necessidades e os anseios da alma.
E nessa busca de integração entre as duas faces do mesmo ser vive-se as maiores aventuras ou desventuras de uma vida.
Percorremos caminhos, embora muitas vezes controversos aos nossos objetivos mais íntimos, mas sempre na tentativa de unir os opostos.
A grande distância entre o nosso mundo interior e o exterior manifesto pelo nosso cotidiano, estimula a procura pelo outro que supostamente possa oferecer a solução deste enigma.
Dedicamos uma existência em busca da plenitude que levaria a realização do ser sem nos darmos conta que esta conquista cessaria o principal motivo de nos mantermos vivos: a busca da auto-realizarão

Um comentário:

  1. Que texto gostoso de ler!
    Adorei.
    Primeiro post está aprovado.
    Grande sucesso com esta nova ferramenta.
    Beijo.

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